quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dicas de como organizar uma festa junina educativa


Essa é uma dúvida bastante comum entre os professores, coordenadores e diretores. A comemoração na escola precisa atender as expectativas dos alunos e valorizar todas as tradições. Nesse post iremos apresentar algumas dicas para a organização do evento, considerando o contexto escolar.

A Festa Junina, festa tipicamente religiosa, é realizada em todo o país de diferentes formas. É comum que sejam realizadas festas juninas nas escolas. A quadrilha é indispensável, sem falar nos comes e bebes. Mas como organizar uma festa junina? Essa é a missão da maioria das escolas: conseguir transmitir algo educativo com a festa. Muitas instituições esquecem de passar o lado educativo da festa junina, ou seja, da onde veio ou por que há tantos alimentos do milho, enfim.

É preciso unir as comemorações aos ensinamentos históricos da festa de junina. Um exemplo é ressaltar que a festa “Junina” não recebe esse nome apenas por que acontece no mês de junho, mas também por que é a Festa de São João. Nesse mesmo mês se comemoram o dia de Santo Antônio e São Pedro. Os três santos são reverenciados com as festividades Juninas.

Se você não sabe ao certo como organizar uma festa junina educativa, siga as seguintes dicas:

– Valorizar o brincar;

– Estimular a participação da família;

– Envolver os estudantes no assunto;

– Trazer os alunos para a preparação da festa; 

– Promover diversão e socialização;

– Associar o conteúdo escolar à festa junina;

– Não fazer a festa no horário das aulas;

– Resgatar as manifestações culturais.

Veja a seguir alguns pontos que merecem atenção na hora de organizar o evento:

Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. Qual a origem dessa festa? Os professores devem motivar os alunos para buscar a resposta dessa indagação. É essa busca que eles estudam, se informam sobre o assunto. O que pode despertar interesse na história, por exemplo, é saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, o que muitos adultos nem imaginam.

A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças, como a sanfona. As escolas devem buscar profissionais que trabalhem com a música e dança típicas da festa. Além da quadrilha, existem inúmeros tipos de dança que são realizadas em todo o país, como o pau de fita ou o frevo.

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Trajes típicos juninos
No final do século XIX, as damas que dançavam quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas ¾, bem ajustadas e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.

Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestiário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário sertanejo ou caipira, baseado no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim as roupas usadas para dançar quadrilha variam conforme as características culturais de cada região.

Para que todos entrem no clima da festa, é importante que venham caracterizados com trajes típicos. Os trajes mais comuns são:

Para os cavalheiros: camisa xadrez, calça jeans com retalhos costurados, chapéu de palha, lenço no pescoço, bota de cano alto e bigode, desenhados com lápis de olho.

Para as damas , vestidos de estampas florais , de cores fortes,com babados e rendas, mangas bufantes, cabelo dividido em duas tranças e amarrado com fita , chapéu de palha, meia calça, sapato, batom de cor viva e sardas desenhadas na bochecha com lápis de olhos.

Passos e comandos mais utilizados na dança da quadrilha
BALANCÊ (balancer) – Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.
É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa,

ANAVAN (en avant) – Avante, caminhar balançando os braços.

RETURNÊ (returner) – Voltar aos seus lugares.

TUR (tour) – Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.

A dança tem os seguintes Passos:

1. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma diante da outra e separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.

2. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU “CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS”
Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.

3. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU “DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS”
As damas, balançando o corpo, caminham até os cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.

4. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO
Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo. Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa.

5. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO
Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando “Primeiras marcas ao centro”, apenas os pares vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, e os outros fazem o passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo “aos seus lugares”, os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de “Segundas marcas ao centro”, os pares de no. 2 fazem o mesmo.

6. GRANDE PASSEIO
As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.

7. TROCAR DE DAMA
Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.

8. TROCAR DE CAVALHEIRO
O mesmo procedimento. Cada dama vai passar por todos os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.

9. O TÚNEL
Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.

10. ANAVAN TUR
A dama e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.

11. CAMINHO DA ROÇA
Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.

12. OLHA A COBRA
Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo. A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.

13. É MENTIRA
Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.

14. CARACOL
Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.

15. DESVIAR
É a palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.

16. A GRANDE RODA
A fila é única agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dadas, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo “Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos.
Na marcação “Duas rodas, cavalheiros para dentro, acontece o inverso. As rodas obedecem ao comando, movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for “Damas à esquerda e “Cavalheiros à direita” ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.

17. COROAR DAMAS
Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dadas, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.

18. COROAR CAVALHEIROS
Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora que erguem os braços, de mãos dadas, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dadas, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.

19. DUAS RODAS
As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dadas, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!

20. REFORMAR A GRANDE RODA
Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.

21. DESPEDIDA
De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente. Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, Paranaenses e Paulistas, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.

No youtube diversas coreografias para baixar e ensaiar



A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola, que é o que acontece em muitas escolas mais carentes. É claro que a verba pode se voltar para o colégio, mas em algumas instituições acontece a ação beneficente, ou seja, a entrada para a festa é um quilo de alimento ou produtos de higiene que depois serão doados para uma instituição carente. Com algumas dicas você pode organizar festa junina na escola que vai passar toda uma educação para os alunos, além de divertir toda uma comunidade.

As figuras de Festa Junina para as crianças colorir representam uma ótima opção de atividade para fazer na escola com as crianças. Os desenhos podem apresentar os principais símbolos dessa data comemorativa e assim envolver a turma com uma verdadeira aula de cultura popular brasileira. 

Figuras de desenhos para baixar e pintar: Clique em cima da imagem, em seguida clique com botão direito do mouse no item "salvar imagem como".  


Celebrada em vários países, a festa junina é um evento que tem lugar importante no calendário. Ela tem um significado especial para o catolicismo, afinal, comemora o dia de santos populares, como São João, São Pedro e Santo Antônio. No Brasil, a festa junina chegou junto com os colonizadores portugueses, mas em nosso país a comemoração acabou assumindo características próprias. Durante o mês de junho, o evento tem fogueira, quadrilha, barraquinhas de comidas típicas, músicas caipiras e muitas brincadeiras.



Na segunda metade do mês de maio, os professores da educação infantil já começam a mobilizar os seus alunos para comemorar a festa junina. É muito comum ensaiar quadrilha e montar uma pequena confraternização na escola, na qual podem participar todos os estudantes e seus familiares. Nessa época do ano, outra atividade bastante comum é a distribuição de desenhos de festa junina para colorir.


Os desenhos de festa junina para pintar procuram valorizar as principais figuras dessa data comemorativa, como é o caso dos casais trajando roupas caipiras, das fogueiras, das bandeirinhas coloridas e dos noivinhos da quadrilha. Antes de distribuir desenhos para colorir, é muito importante que a professora converse com os seus alunos sobre a origem da festa junina, os significados dos principais símbolos, as tradições e as comidas típicas. 


Os desenhos também mostram para as crianças que é preciso valorizar o caipira, aquelas pessoas que moram no campo, pois é através delas que muitos alimentos chegam a nossa mesa. E as Festas de São João trazem esses costumes a tona através das roupas, brincadeiras e comidas típicas. Se você quer ensinar seu filho sobre as Festas Juninas compre para ele livros com desenhos sobre a festa ou imprima desenhos da internet para que possa colorir e se divertir, uma forma de aprender brincando.Essa aula será muito prazerosa e deixará a turma mais familiarizada com a data. 

Você pode ainda usar brincadeiras que aguçam a criatividade e coordenação motora das crianças. A maioria das brincadeiras tem prêmios, o que conquista ainda mais a criançada.
Muitas brincadeiras de forma divertida podem ser realizadas nas Festas Juninas, como pular corda, corrida de saco, correio romântico, corrida do ovo, entre muitas outras brincadeiras podem fazer com que as crianças interajam mais e se esqueçam dos jogos eletrônicos. O fato de estarem juntos e se divertirem faz com que as crianças aprendam uma forma diferente para passar o dia, a não ser na frente do computador. As escolas estão cada vez mais se inteirando com os jogos e brincadeiras lúdicas aproveitando os Festejos Juninos para mostrar às crianças a importância de se divertir e interagir com os colegas.

Primeiramente não devemos nos esquecer dos enfeites que são fundamentais para uma festa junina: as bandeirinhas coloridas. Você precisará de papel de seda colorido, tesoura, fio de barbante e cola, sendo que os papeis de seda deverão ser cortados alternadamente em forma triangular e a outra com duas pontas triangular, que serão coladas no fio de barbante para que atravesse o ambiente da festa, mantendo o clima divertido e colorido. Em todo caso, você pode evitar o trabalho de fazê-las e comprá-las em qualquer loja de festa da sua cidade!
Os trabalhos com EVA são perfeitos para decorar a festa junina, pois eles são coloridos, criativos e valorizam o bom-gosto. Na hora de confeccionar os enfeites com o material, a professora pode contar com a ajuda dos alunos, realizando assim uma atividade em sala de aula que envolva a montagem dos ornamentos.
Além dos painéis, o EVA serve para confeccionar muitos outros tipos de enfeites, como centro de mesa, toalhas, porta pipocas, fogueira, balão e bandeirinhas. O material não precisa ser usado isoladamente na hora de fazer os enfeites, ele também pode ser trabalhado junto com a madeira, os recicláveis e a palha.
As barraquinhas da festa junina escolar também podem ser enfeitadas com enfeites coloridos. Aposte nas bandeirolas, nos desenhos temáticos, nos babados de papel crepom com várias cores e no uso da palha.
Alguns elementos caipiras, que estão presentes nos sítios e fazendas, podem ser utilizados em prol da decoração da festa, como é o caso dos móveis rústicos e antigos, bules, guardanapos coloridos,cestos de vime. Tudo aquilo que remete à vida caipira é bem-vindo.

Alguns exemplos para decoração:















As comidas típicas da festa de São João são paçoca, doce de batata, suspiro, pé de moleque, milho cozinho, bolo de aipim, pamonha, canjica, pipoca, bolo de fubá, curau, churrasco, doce de leite, cuscuz, cocada, bolo de mandioca, maça do amor, arroz doce, amendoim torrado, pinhão cozido, batata na brasa e doce de abóbora, contando também com as bebidas típicas como vinho quente e quentão. Todos esses comes e bebes, de alguma forma, contribuem com a ornamentação da festa. 




Modelos de Convites

Para baixar: Clique em cima da imagem, em seguida clique com botão direito do mouse no item "salvar imagem como".  











APOSTILA TEMÁTICA "FESTA JUNINA" COM ATIVIDADES PEDAGÓGICAS 
PRONTAS PARA IMPRIMIR - EDUCAÇÃO INFANTIL - 60 páginas


Apostila de Atividades para Educação Infantil

Clique na imagem para acessar a fanpage.



Escola muda festa junina para "festa da colheita" por alunos evangélicos


Por questões religiosas, ligado ao protestantismo, muitos pais recusam autorizar participação de seus filhos nas festas juninas, diante deste quadro é interessante que a escola esteja abertas a estas questões e promova diálogos entre pais e corpo docente. E havendo necessidade, possam elaborar projetos flexíveis para que esses alunos sejam inseridos neste contexto do calendário comemorativo sem interferência de suas crenças. 

É o que aconteceu com o Insituto Educap de Campo Grande (MS) que substituiu a festa junina pela festa da colheita para incluir alunos evangélicos.     

➦Leia a matéria na íntegra no link abaixo: 


Você sabe o que é a Festa da Colheita?

➦Leia sobre o significado no link abaixo: 

http://www.chabad.org.br/datas/sucot/suc002.html

Como organizar uma festa da colheita (exemplos)





Essas foram algumas sugestões de como organizar uma festa junina educativa. Coloque em prática as nossas dicas e com certeza o evento será um grande sucesso entre os pequenos convidados.


Sugestão de leitura
Clique na imagem para consultar Preço Promocional



Fonte: 
https://www.mundodastribos.com/como-organizar-uma-festa-junina-educativa.html

http://www.turminha.mpf.mp.br/nossa-cultura/festa-junina/passos-e-comandos-mais-utilizados-na-danca-da-quadrilha

https://educacao.uol.com.br/noticias/2016/06/28/escola-muda-festa-junina-para-festa-da-colheita-para-aluno-evangelico.htm#fotoNav=2

https://criartes.webnode.com.br/products/trajes-tipicos-juninos/

Diferença entre brinquedos educativos e pedagógicos



Sabemos que brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. Nessa atividade, as crianças exercitam e ampliam suas habilidades emocionais, intelectuais, motoras e sociais. As dimensões permitidas nas brincadeiras incentivam a imaginação e a fantasia, além de explorarem sentimentos, reações e experiências. As crianças também desenvolvem a parte física com um todo, ganhando força, agilidade e desenvoltura.

O brinquedo tem um papel importante nesse processo, pois é um convite à própria brincadeira, tornando-a mais completa, produtiva, divertida e, muitas vezes, transformando essa experiência em uma simulação suave da vida adulta.

É nesse contexto que os brinquedos educativos e pedagógicos entram, para deixar as atividades ainda mais objetivas e proveitosas. Entretanto, vale a pena lembrar que eles possuem funções diferentes, apesar de serem confundidos com frequência.

Entenda a diferença entre brinquedos educativos e pedagógicos e saiba como você pode fazer com que cada brincadeira fique ainda mais interessante. Confira!

Quais são os conceitos?

Para você entender melhor sobre esses brinquedos, é importante se atentar a alguns conceitos. Podemos dizer que toda a experiência de brincar pode ser educativa, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento e para a construção de habilidades nas crianças.

Brincadeiras ao ar livre , piqueniques, visitas ao zoológico, idas ao cinema, convívio com amigos e familiares, entre outros entretenimentos, devem fazer parte da rotina dos pequenos sem a exigência de roteiros predeterminados.

A contribuição pedagógica, por sua vez, tem objetivos mais claros, e é destinada ao aprendizado específico de determinados conteúdos. São práticas elaboradas e regradas, que também trabalham a disciplina e a organização.

É comum brinquedos educativos e pedagógicos se misturarem, a fim de propiciar diferentes vivências às crianças, tornando as experiências mais ricas e o aprendizado mais divertido.

Brinquedos educativos

Os brinquedos educativos são aqueles que permitem que a criança explore as possibilidades, sem interferências externas, de uma forma livre e com poucas regras.

A criança é capaz de estimular habilidades como raciocínio e coordenação motora, além de desenvolver a percepção de cores, formatos e sons. A presença de um adulto é sempre bem-vinda, mas nesse caso, fica em segundo plano.

São bons exemplos:



Brinquedo pedagógico

Os brinquedos pedagógicos pedem a presença e o direcionamento de um adulto — por isso são muito comuns em escolas. São jogos que demandam explicações, orientações de como brincar e interagir. Existem regras mais claras, e as crianças são conduzidas à brincadeira.

São bons exemplos:


Por qual optar?

Ambos podem ser usados em casa ou no ambiente escolar, bastando ter cuidado em relação à indicação etária. Para escolher entre um brinquedo educativo ou um brinquedo pedagógico, os pais precisam apenas definir o objetivo que querem atingir: desenvolver habilidades ou reforçar conteúdos.

O mais importante é compreender que o aprendizado não se limita apenas à escola. Todos nós aprendemos constantemente, por meio de informações que recebemos diariamente, fatos que presenciamos ou experiências que vivemos. Com as crianças, acontece exatamente a mesma coisa, só que elas estão em fase de formação e de construção de ideais.

Por isso, é essencial promover diferentes contatos e situações, como conviver com amigos e aprender a compartilhar, explorar parques, praças e praias, ter contato com a natureza, experimentar novos sabores, conhecer diferentes cheiros e texturas, ouvir e contar histórias, fantasiar e, principalmente, se divertir. Tudo isso colabora muito para o crescimento adequado e saudável das crianças.

Quais brinquedos são recomendados para cada faixa etária?
Agora que você entendeu as diferenças, deve estar se perguntando quais são os brinquedos recomendados para cada idade, certo? Calma! Nós vamos te ajudar.

De 0 a 5 meses

Nessa fase, a criança começa a reagir a sons, ao movimento (seguindo-os com os olhos), a reconhecer os pais e a colocar vários objetos na boca. Portanto, os brinquedos indicados são:


De 6 meses a 1 ano

Nessa fase, começa o reconhecimento das cores. É a partir dos seis meses, também, que as crianças precisam receber incentivo para engatinhar e sentar. São recomendados para essa fase:

* Brinquedos flutuantes (pois incentivam a criança e ficar sentada na hora do banho)

De 1 a 2 anos

Essa é a fase de aprimoramento do equilíbrio e também da percepção das espacialidades. São recomendados:


Não se esqueça de escolher brinquedos com cores vivas!

De 2 a 3 anos

Nessa fase, as crianças reconhecem cores primárias e formatos. Portanto, recomenda-se:

Ah! Esse já é o momento de ensinar a criança a recolher e organizar os brinquedos.

De 3 a 4 anos

Essa é uma fase de aperfeiçoamento das diversas habilidades: coordenação motora, fala, memória e o raciocínio. Nessa idade, a criança também consegue entender causa e consequência. Assim, são recomendados:

* Massinha de modelar, tintas a base de água e giz de cera
* Máscaras, fantoches e fantasias
* Instrumentos musicais de brinquedo
* Quebra-cabeças simples
* Papéis para desenhar

De 4 a 6 anos

Nessa fase, a criança está desenvolvendo a criatividade. Então, é importante que ela seja estimulada a pensar e a entrar no mundo da fantasia. São bons exemplos de brinquedos que podem auxiliar:

* Cofrinhos
* Casas de boneca grandes e com móveis
* Cidadezinhas
* Mini fazendinhas
* Materiais de papelaria
* Meios de transporte (aviões, motos, trens, barcos, caminhões, automóveis e tratores)
* Instrumentos musicais
* Jogos de tabuleiro

Essa é a idade em que a criança começa a sentir os chamados medos infantis (medo do bicho papão, do escuro, de bruxas, etc). Assim, é recomendável que ela tenha os objetos transicionais, como bonecas ou ursinhos de pelúcia.

Acima de 6 anos

Os brinquedos dessa fase devem estimular o raciocínio lógico e matemático, a imaginação e a criatividade. Assim recomendamos:

* Bolinhas de gude
* Pipas (ou papagaio)
* Argila para modelar
* Pincel
* Brinquedos que simulem artigos de mágica
* Bicicletas, patins, patinetes e skates
* Jogos de memória
* Futebol de botão
* Brinquedos colecionáveis
* Jogos de cartas
* Pistas de carrinhos
* Quebra-cabeças mais elaborados

Fonte:http://blog.abaratadizqtem.com.br/entenda-a-diferenca-entre-brinquedos-educativos-e-pedagogicos/




 Sugestões de leitura: 
Clique na imagem para consultar os Preços Promocionais


Esta obra pretende ser um estímulo para os profissionais que buscam fundamentar seu trabalho diário em ideias sobre jogos, brinquedos, brincadeiras, brinquedoteca e educação. As sugestões de jogos, brincadeiras e montagem de brinquedoteca, que constituem uma parte desta obra, vêm de encontro com a ideia de que o ensino deve ser despertado pelo interesse do aluno, motivo este que modificou o sentido do que se entende por processo de ensino e de aprendizagem.




A coletânea de artigos que incorpora o livro mostra como o brincar surge ao longo da história da humanidade relacionado à criança e à educação.













O livro trata de concepções sobre o brincar provenientes de três campos de estudo: socioculturais, filosóficos e psicológicos. Pesquisadores franceses discutem o brincar como fenômeno cultural e ressaltam aspectos culturais expressos nos "livros-surpresa".

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Conheça sites para comprar, vender ou trocar livros usados




Livros nem sempre são baratos e alguns deles são difíceis até de achar. Quem precisa de um exemplar raro, ou uma obra de estudos mais barata, sabe que pode recorrer a uma livraria sebo. Com a expansão da internet, ficou mais fácil encontrar e adquirir uma obra rara e até mais em conta através do ambiente virtual. Existe uma série de sites que permitem a compra, venda ou trocas de livros. 




Resenha do livro “A ALEGRIA DE ENSINAR” - Rubem Alves


"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais..." Rubem Alves

      Esta obra, segundo o autor nos mostra que é o professor que deve em primeiro lugar levar a alegria ao aluno, mesmo que diante dos mais variados tipos de problemas, devendo enfrentá-los de forma encorajada e ensinar de forma sempre alegre e divertida usando do lúdico a todo instante, mostrando o quanto é prazeroso aprender e descobrir o novo em uma sala de aula que seja acolhedora e colorida como um imenso jardim, dando-lhes segurança para que possam melhor desenvolver o aprendizado.

     Se a educação que recebemos na escola é para tirarmos boas notas, passarmos de ano e assim conseguirmos um bom emprego esta é a cultura do status social, que estamos acostumados e não a do conhecimento ampliado. O foco de aprendizagem é limitado a repetir o que se é ensinado, sendo o correto que o aluno fosse instigado e lançado para o conhecimento com segurança e amparado, trazendo de certa forma bons resultados. É dever de professor tentar entender as diferentes situações e conduzir o aluno, despertando o interesse e a curiosidade para que se descubra algo novo, pois as coisas não devem sempre ser levadas tão a serio ou de forma autoritária, é preciso que se brinque de forma ordeira depende dele a construção e a continuação dos sonhos destes alunos.

     Ensinar, mas ensinar com alegria, Rubem Alves mostra em sua obra que a alegria esta acima do ensinar e o lúdico é o principal caminho do conhecimento e não nos deixa esquecer o que somos. Fica assim claro que a função do ensinar é um exercício imortal. É através do conhecimento que se vive eternamente o pensamento nunca acaba e não morre jamais estando sempre presente no pensamento daqueles que um dia foi ensinado por nós, e assim seremos eternos, seremos para sempre lembrados por aqueles que um dia ensinamos com alegria.

     O professor que se deixa levar pelos sonhos dos alunos faz com que estes sejam levados a um aprender democrático onde todo tem o direito de sonhar e serem conduzidos com alegria às mudanças e ao despertar as curiosidades em descobrir coisas novas. Rubem Alves diz ainda que é preciso brincar mais deixando de lado o autoritarismo, permitindo que através dos sonhos haja a verdadeira construção do saber. Hoje nas escolas não se partilha os sonhos dos alunos, quando um deles esta com dificuldade dizem que o aluno é indisciplinado, esquecendo-se que todos já fomos crianças e que elas vivem de sonhos, e que às vezes são capazes de fazer algo tão maravilhoso dignas de elogio, mas querem impor na forma de aprender onde a alegria em aprender e o sonho não esta presente. Esta escola não é um lugar de alegria ou sonhos parece um lugar onde tudo isto é deixado de lado e deve ser esquecido para que outros conhecimentos sejam adquiridos. Quando o aluno chega à escola o medo entra em sua mente o professor entra em sua vida com suas perfeições quase perfeitas arranca-lhe do mundo do sonho e tira-lhe seus conhecimentos já adquiridos, levando ele a uma nova experiência onde é dominado e obrigado a aprender como lhe é ensinado, não cabendo qualquer tipo de alegria em aprender e seus sonhos as tratados de forma desconsiderada.

     O ensinar deve ser mudado para o lúdico e o aluno respeitado e tratado como ser capaz que é, pois seus conhecimentos e seus pensamentos vão alem da imaginação, onde o sofrimento não existe e lúdico é sempre o centro de suas atenções.


     Ensinar sem alegria é torturar a quem vem com alegria para a escola, cheio de sonhos achando que tudo é brincadeira. Vem pronto para aprender, mas não é isto que vai fazer. Simplesmente vem para que sejam tirados seus conhecimentos, pensamentos e sonhos. O autor traz em sua obra a velha e já conhecida estória “O sapo”, que pode ser representado pelo aluno que acaba de chegar à escola em forma de príncipe que tudo sabe e muitos sonhos tem pela frente  em seu reino da fantasia onde tudo acontece a qualquer momento e num passe de mágica passa por uma transformação e todo seu saber já não lhe serve e tem de aprender tudo de novo de forma dura e rude mas afinal consegue superar os obstáculos ate se tornar o melhor, até o dia em que descobre que para aprender teve de esquecer muito do que já sabia e deixar para traz a melhor parte de sua vida deixando de ser criança que sonha e brinca. Agora na escola é o melhor, mas às vezes lembra do passado e nos sonhos que acreditava e continua preso a eles e se pergunta após alguns anos para que tanto aprender se a melhor parte de sua vida foi quando criança e sonhador dos seus próprios sonhos.
     
     Há necessidade de se achar um novo modo de ensinar onde não se tire o direito da criança de escolher como e de que forma quer aprender, pois é ela o centro da educação ou ao menos devia ser.

     Devemos concordar que a escola é uma maquina de ensinar e de fazer alunos padronizados onde todos devem aprender e pensar e agirem do mesmo jeito essa maquina de educar que parece ser tão inteligente parece não ter cérebro, pois não pensa nas crianças que entram todos os anos pela porta da frente da escola cheias de entusiasmo e com o passar dos anos, são cobradas a tirar boas notas para passarem de ano e assim por diante ate chegarem a faculdade depois ao primeiro emprego, e ao final de suas vidas sempre fará a mesma pergunta, para que e porque aprender tanta coisa se somos seres humanos cheio de sonhos e alegria em viver e de que adianta tanto aprender e tirar boas notas se não conseguimos esquecer o passado e é este que nos faz feliz. Cabe a escola ser o suporte e não uma maquina de ensinar, incapaz de pensar que já fomos crianças e temos em nossas mentes e no subconsciente, todos estes mesmos gostos pela aventura. A educação deve ser continuada aos recém chegados.

     As crianças às vezes são tratadas como animais que vão para o abate e serão transformadas em novos produtos de acordo com a necessidade do mercado, onde as brincadeiras não são vistas com bons olhos, quem sonha é visto com inútil, pois sonho não é a realidade e nem faz alguém juntar riquezas, não sabem os que pensam assim que sonhar faz o ser viver de modo a trazer para dentro de si todo o universo. De acordo com o autor a melhor maneira de sonhar para quem não é mais criança é poder contemplar uma, pois ela pode nos fazer lembrar como é viver de sonhos e alegrias. Os sonhos são tirados da vida e deixados de lado para se sonhar outras coisas que só interessam aos adultos e quando há grande preocupação principalmente na criação dos filhos, e mais tarde quando se é avô é já tiver contemplado estes sonhos é que se da conta e volta ao passado para pensar em seus sonhos de criança a procura da felicidade perdida, pois já não é mais criança. Culpa-se a escola por esta infelicidade, e cabe a ela transformar o ensino em algo em forma de sonho que possa ser assimilado ao lúdico para que estas crianças não precisem sair do seu mundo para que o seu saber seja compreendido e sejam transformadas pelo saber.

     Parece que hoje as escolas recebem príncipes e num passe de mágica as fazem virar sapos enquanto que o correto seria que lagartas, chegassem em casulos e borboletas pudessem sair a contemplar um belo jardim cheio de flores com seus belos vôos e pode ser feito pois crianças são seres inacabados que precisam de alguém que possa guia-las ao caminho do saber sendo este um saber da metamorfose, onde seus sonhos sempre serão seus sonhos e seus pensamentos e conhecimentos não serão esquecidos e com eles possam voar através do lúdico onde só o impossível acontece e vira realidade, assim como nosso querido Leonardo da Vinci, descrito pelo autor que deixou sonhos e estes não foram esquecidos e se fizeram realidade através de outra pessoas que vieram depois. O sonho é a essência da vida e do conhecimento presente em toda a extensão de nossas vidas.

     Nós os educadores não partilhamos as alegrias da profissão, quase nunca se vê um educador elogiando um aluno dizendo que este tenha feito um bom trabalho ou que tenha feito um texto perfeito, é preciso descobrir e encontrar um sentido para ser educar, dividir com os alunos as suas alegrias e seus sonhos, mostrar emoção na leitura de um poema, mostrar a gramática e a matemática como uma beleza que encanta uma paisagem, um ritmo ou uma melodia e sermos mais felizes e um pouco mais humanos. Na verdade não estamos aqui para cuidar nem de borboletas e nem de príncipes, mas de crianças que querem continuar crianças e não devemos tirar isto delas.

REFERÊNCIAS:
ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. 3ª edição, ARS Poética Editora ltda,1994.
STEINLE, Marlizete Cristina Bonafini. et. al. Instrumentação do trabalho pedagógico nos anos iniciais do ensino fundamental. In UNIVERSIDADE DO NORTE DO PARANÁ: Pedagogia: Módulo V. Londrina: UNOPAR, 2008.

Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-educacao/3181239

MACIEJEWSKI JAIME VITAL
Enviado por MACIEJEWSKI JAIME VITAL em 25/08/2011
Reeditado em 29/09/2011